Mulheres continuam a encontrar mais obstáculos à progressão na carreira Dez03

Mulheres continuam a encontrar mais obstáculos à progressão na carreira...

Estudo analisou dados sobre o mundo laboral e inquiriu 680 mil mulheres, em 28 países Mais de 680 mil mulheres de 28 países responderam e o estudo concluiu: a igualdade de género em lugares de topo não é e ainda está longe de ser uma realidade. E a situação deve manter-se nos próximos 10 anos. As mulheres continuam a encontrar mais obstáculos à progressão na carreira e a igualdade de género em lugares de topo ainda não é uma realidade, alerta um estudo da consultora Mercer, divulgado hoje, 3 de Dezembro. As mulheres “continuam a estar sub-representadas em lugares” e, apesar dos “esforços para promover a igualdade de género”, os resultados ainda não são “significativos”, conclui o estudo global “When women thrive, businesses thrive” (Quando as mulheres prosperam, os negócios prosperam), no qual a Mercer contou com a colaboração da EDGE Certified Foundation, responsável pela única certificação empresarial global para a igualdade de género nas organizações. O estudo analisou dados sobre o mundo laboral e inquiriu pessoas, incluindo 680 mil mulheres, em 28 países, com o objectivo de identificar como é que as organizações podem efectivamente promover a igualdade de género no trabalho. A opinião da maioria dos inquiridos é a de que, “se as abordagens atuais se mantiverem, apenas um terço das posições executivas serão ocupadas por mulheres nos próximos dez anos”. De acordo com o estudo da Mercer, que avalia, a nível global, o impacto da política seguida pelas organizações para a representação das mulheres e respetiva progressão na carreira, “as empresas ainda se encontram longe de uma situação de igualdade”. Em economias fortes, como as de Estados Unidos e Canadá, “apenas um quarto das mulheres” deverão desempenhar funções executivas em 2024, uma situação idêntica à de hoje. Já nos países em...

O difícil caminho para um artista de se manter no “Top” Abr17

O difícil caminho para um artista de se manter no “Top”...

A música angolana tem vivido momentos de lamento para alguns e de glória para outros. Há cantores que começaram desde o tempo colonial e até hoje, apesar de alguns terem falecido, as suas músicas ainda perduram, fazem sucesso e são fontes de inspiração para os mais jovens. Há músicos que começaram a brilhar nos anos 1990: uns ficaram pelo caminho, outros ainda se mantêm nos ‘tops’.  Recentemente, nasceram outras ‘estrelas’. Equipas de sonho A música nacional vai ganhando algum espaço internacional. Muitos artistas apontam, no entanto, para ausência de mais investimentos. Apesar disso e de outros problemas, há quem só viva da música única e exclusivamente, sendo a fonte de rendimento, tanto através da venda dos discos como dos espectáculos. Anselmo Ralph foi considerado o sétimo músico mais rico do continente africano pela revista ‘Forbes’ e pelo canal de música Channel O. Soma êxitos, especialmente, em ‘shows’, em Portugal. A viver da música e com sucesso surgem também Yola Semedo, Matias Damásio, Big Nelo, C4 Pedro, Puto Português, Yuri da Cunha, G Destino, Heav C e outros. Há artistas que não se sabe se vivem só da música. Mas estão no ‘top’ e até são nomeados em concursos como os melhores em determinadas categorias. Entre eles, encontram-se nomes como: Ary, Nagrelha, Yola Araújo, Eddy Tussa, Kalibrados, Sandokan, Yannik Afroman, Pérola, Caló Pascoal, Eduardo Paim, W. King, Nsoki, Selda, Mona Nicastro, Zona 5, Elenco de Luxo, Kid MC, NGA, Edmásia, Cabo Snoop, Kelly Silva, Punidor e outros.Passado bomFilipe Mukenga é dos músicos que já leva 50 anos de carreira, mas ainda lamenta a “falta” de apoio e garante que maior parte dos músicos “não sabe solfejo, a história da música e não tem conhecimento da harmonia e composição”, o que, segundo ele “contribui para o pouco sucesso” de...

Confira a entrevista a Alba Simões, conceituada Artista Plástica...

Alba Simões é uma conhecida artista plástica portuguesa. Nasceu em Lisboa e estudou na Sociedade Nacional de Belas Artes. Participou já em duas centenas de exposições em Portugal e por esse mundo fora, e encontramos a sua pintura espalhada por países como Espanha, França, Bélgica, Suíça, Inglaterra, EUA, Brasil, Angola ou Macau. Sobre Alba Simões, escreveu o crítico Afonso Almeida Brandão, “dir-se-ia que a sua pintura  vai ao encontro da mais recuada memória da arte ocidental. O domínio técnico, o ecletismo temático, como processo de busca de uma ordem estilística, que alcançou ao fim de longa prática e estudo, o incansável empenhamento e o rigor da sua obra, são características únicas que enriquecem o seu trabalho e lhe conferem um grande atractivo”. Recentemente passou uma temporada em Angola, onde voltará em breve para nova exposição do seu trabalho. Quisemos saber como foi a experiência. “Quase pensamos estar no Paraíso” “Respirar Angola foi uma experiência única, pois nunca tinha pisado terras de África. Ao chegar, deparei com as muitas diferenças em relação ao resto mundo: o cheiro da terra, a luminosidade, o pôr do Sol, o ritmo da música e o povo Angolano, que nos transmite tanta alegria, e sentimento que nos faz querer conhecer melhor os Angolanos pela sua hospitalidade – sempre com um sorriso. Dá-nos vontade de ficar por este lado do Mundo. Tive oportunidade de viajar pela Província de Kuando Kubango, onde passei o Natal e Ano Novo, com amigos Angolanos que tiveram a gentileza de me convidar. Mais uma etapa que nunca poderei esquecer numa África mais profunda, mas com a mesma alegria a que os Angolanos nos vão habituando. Com uma paisagem paradisíaca, em que os vários tons da terra se misturam com os múltiplos verdes da paisagem. A fauna em...

Oprah, 60 anos de histórias...

Eleita uma das mulheres mais influentes do mundo, Oprah Winfrey festeja aniversário com festa memorável Nasceu em 1954 em Mississipi aquela que viria a tornar-se uma das mulheres mais influentes do mundo, epíteto lançado pela revista Forbes que a considera ainda a mulher mais rica com mais de 50 anos. Chamaram-lhe primeiro Oprah Gail Winfrey, mas em virtude de problemas a soletrar o nome, o “r” e o “p” foram invertidos, daí ter ficado para todo o sempre Oprah. A infância de Oprah Winfrey foi infeliz. Com pais adolescentes, viveu com a avó durante seis anos numa zona rural pobre para norte do país e foi ela quem lhe ensinou a ler precocemente aos três anos. Na igreja ficou conhecida pela alcunha The Preacher (A Pregadora), pela habilidade de recitar versos da Bíblia. Mas a avó era muito exigente e entre ensinamentos e muita agressividade, Oprah foge de casa aos 14 anos, depois de ter engravidado e perdido o único filho que viria a ter. Mais tarde, muito mais tarde, revelou ter sido molestada pelo tio e primos aos nove anos, um segredo que guardou durante muito tempo e que resolveu tornar público para servir de exemplo a outras jovens. Apesar da vida difícil, Oprah sempre se dedicou aos estudos e aos 13 anos ganhou uma bolsa de estudos na Nicolet High School, uma das melhores escolas públicas do Wisconsin. Fica então a viver com o pai em Nashville e, pouco a pouco, o patinho feio tornou-se na mais popular das jovens, daí ninguém ter estranhado quando seguiu a carreira dos media. Estudou Comunicação Televisiva numa universidade historicamente negra e aos 17 anos ganha até um concurso de beleza. Posteriormente, a rádio local, WVOL, contrata-a para o noticiário e aqui Oprah começa a construir...

Maria Borges – Passo a passo até ao sucesso Set06

Maria Borges – Passo a passo até ao sucesso...

Cresceu durante a guerra, foi criada pelos irmãos mais velhos, mas mesmo assim nada foi suficientemente forte para a impedir de chegar às passarelas mundiais. Falamos de Maria Borges, uma das modelos internacionais que mais tem levado o nome de Angola a ecoar pelos “corredores da moda”. A sua participação na Semana da Moda de Nova Iorque e o facto de já ter desfilado como modelo exclusiva para a marca Givenchy valeram-lhe uma entrevista num dos mais conceituados sites de moda, Fashionista. Borges revelou a sua surpresa em ter conseguido fazer 70 desfiles numa só temporada, sem contar os vários castings pelos quais teve que passar. A relação de trabalho com vários estilistas e marcas de topo foi um dos temas abordados na entrevista. Da sua participação na temporada “WomensWear”, para o estilista Marc Jacobs, Borges disse: “Era o meu sonho estar neste evento. Estava nervosa, nao é fácil. Tens que ir a muitos castings para conseguires ser chamada para desfilar.” No reportório da modelo contam várias aparições em capas de revistas nacionais e estrangeiras e desfiles para estilistas e marcas como Tom Ford ou Dior. Maria Borges assina actualmente pelas agências STEP Models (em Angola), Supreme Management (em Nova Iorque) Women (em Paris e Milão) e Premier (em Londres).   Fonte: Sapo Mulher...

Assuntos familiares estão associados ao stresse das mães trabalhadoras...

Pais e mães vivem de forma diferente as preocupações com a família. Apesar de tantos as mães como os pais que trabalham fora de casa apresentarem uma propensão semelhante para pensarem em assuntos familiares ao longo do dia, só para as mães é que este tipo de trabalho mental está associado a um stresse aumentado e à instalação de emoções negativas, de acordo com um novo estudo apresentado na 108ª reunião anual da Associação Americana de Sociologia. «Suponho que uma vez que as mães suportam uma fatia maior da responsabilidade pelos filhos e pela vida familiar, quando pensam sobre assuntos relacionados com a família tendem a pensar nos seus aspectos menos positivos – tais como ter de ir buscar a horas o filho à creche ou ter de marcar uma consulta no pediatra para um filho adoentado – e é mais provável que se preocupem mais», afirmou Shira Offer, autora do estudo e professora do Departamento de Sociologia e Antropologia da Universidade Bar-Ilan, em Israel. Muito tem sido escrito sobre a divisão desigual do trabalho doméstico e dos cuidados infantis, mas a esmagadora maioria dos estudos nesse campo examina, comportamentos específicos, disse Shira Offer. «Esses estudos focam o aspecto físico das tarefas e obrigações, que pode ser medido e quantificado de forma relativamente fácil», afirmou. «No entanto, grande parte do trabalho que fazemos, remunerado ou não, tem lugar na nossa mente. Estamos muitas vezes preocupadas com as coisas que temos de fazer que muitas vezes e sentimo-nos stressadas para não nos esquecermos delas ou para fazê-las a tempo- estes pensamentos e preocupações – trabalho mental – pode comprometer o nosso desempenho, tornando difícil concentrarmo-nos nas tarefas e até pode mesmo afectar o sono. Este trabalho mental é o foco do meu estudo.» A investigadora...

Trabalho dificulta vida familiar Jun14

Trabalho dificulta vida familiar...

Um grande obstáculo que interfere no desempenho das mulheres nas empresas é a maternidade. Até ao século XX, a mulher era vista apenas como um utensílio que tinha como únicas utilidades engravidar, criar e educar. Não tinham poder de escolha/decisão em nada nas suas vidas, nem o marido podiam escolher, limitando-se a serem escolhidas. As suas obrigações eram venerar o marido, educar e criar os filhos, cuidar da casa e manterem-se submissas ao seu marido. Atualmente, as mulheres constituem uma parte importante da mão de obra no mercado de trabalho e, inversamente ao que acontecia no passado, poucas são agora as que ficam em casa. Porém, hoje o grande desafio das mulheres é conciliar vida familiar com os projetos profissionais. O caminho do sucesso no mundo dos negócios é tortuoso para homens e mulheres, mas elas são obrigadas a enfrentar alguns obstáculos a mais. Um desses obstáculos está ligado à ascensão profissional. Outro obstáculo que interfere no desempenho das mulheres nas empresas é a maternidade. Para muitas mães, cada dia torna-se mais difícil conciliar trabalho e educação dos filhos. Muitos sentem-se frustrados, culpados e impotentes, devido à falta de tempo para estarem junto dos filhos, por se verem forçados a entregar a sua educação aos cuidados de terceiros, por não poderem participar dela e acompanhá-los mais de perto nas suas atividades. Apesar de ser inquestionável que essa “cedência” repercute na formação da identificação das crianças, o certo é que elas acabam por se adaptar. Temos de perceber que não podemos satisfazer as necessidades de toda a gente no momento em que precisam. O tempo e energia são limitados. É impossível respondermos a todas as exigências, que, por vezes, aparecem vindas de todo o lado, e mantermos o equilíbrio entre os dois mundos. Um estudo...

Com filhos dos 12 aos 36 meses: Como manter o desempenho no trabalho sem dormir o suficiente?...

Dicas para lidar com responsabilidades quando é difícil manter-se acordada. Antes de tentar encontrar uma forma de manter o seu desempenho no trabalho sem dormir o suficiente, tem de perguntar a si própria se precisa mesmo de trabalhar. Por vezes, os pais sentem-se pressionados para regressar ao trabalho sem estarem ainda preparados, nem os bebés. Pode reduzir temporariamente o esforço profissional que lhe é exigido, através de métodos de trabalho flexíveis, pedindo o auxílio de um colega ou conversando com o seu superior sobre a melhor forma de fazer com que esta situação funcione da melhor forma para toda a gente. Se tiver de percorrer longas distâncias de carro, ou se tomar regularmente decisões que possam afectar a sua segurança ou a de outros, então não é sensato aprender a “lidar” com a sonolência – e é potencialmente perigoso. Posto isto, ficam aqui algumas sugestões que a ajudarão a lidar com as responsabilidades do trabalho quando é difícil manter-se acordada: • Mantenha um diário durante duas ou três semanas, de modo a identificar os períodos do dia em que tem mais e menos energia, e organize as suas principais responsabilidades de acordo com as conclusões a que chegar. • Quando se sentir cansada durante o dia de trabalho, tente alterar as suas tarefas, fazer algum recado, levantar-se, esticar as pernas e sair para dar uma volta. • Beba o mínimo de cafeína possível, especialmente ao fim da tarde e à noite. • Se tem muitas vezes dificuldade em adormecer à noite, tente não dormir uma sesta durante o dia, ir para a cama demasiado cedo ou dormir até tarde. Estes hábitos, que podem parecer uma concessão necessária para alguém com privação de sono, podem perpetuar a insónia. A melhor solução para a privação de...

Negras em cargos de liderança sofrem mais críticas Mai21

Negras em cargos de liderança sofrem mais críticas...

Mulheres negras, bem sucedidas e que ocupam cargos de liderança estão sujeitas à mais críticas, segundo um estudo americano realizado pelos professores Ashleigh Shelby Rosete, da Universidade Duke, e Robert W. Livingston, da Universidade Northwestern. A pesquisa comparou a percepção de 228 voluntários sobre quatro grupos de líderes empresariais: mulheres e homens brancos ou negros. As mulheres negras que ocupam postos de liderança nas empresas enfrentam mais críticas quando os negócios não vão bem ou quando elas cometem erros, de acordo com os resultados. Segundo o jornal “Wall Street Journal”, os voluntários leram artigos fictícios sobre o desempenho de uma empresa, com alterações em que o chefe era negro ou branco, homem ou mulher, e bem-sucedido ou fracassado. Os pesquisadores dizem que as mulheres negras que cometiam erros ou cuja empresa não estava bem nos negócios eram vistas de modo mais crítico que os outros líderes. A tese de Rosete e Livingston é que, em momentos de dificuldade na companhia, os funcionários tendem a dar apoio a indivíduos que ainda são vistos como o típico líder empresarial, em geral homem e branco. Outros grupos ainda considerados minoria entre os altos executivos (como mulheres brancas e homens negros) têm ao menos uma característica que lembra esse estereótipo, por isso não sofrem tantas críticas. A primeira negra americana a ocupar o posto de presidente-executiva de uma empresa que está no ranking Fortune 500, que lista as maiores empresas do mundo, foi Ursula Burns, da Xerox, em 2009. Fonte: Revista...

Sharam Diniz – Bibliografia Mai20

Sharam Diniz – Bibliografia...

Da modéstia cresceu uma super modelo. O seu nome significa modéstia e tem origem persa. Coincidência ou não, encaixa bem no seu olhar rasgado a lembrar uma gata. É elegante, alta e delgada. Sharam Diniz é um dos rostos angolanos que anda a fazer história na moda internacional e é com ambição que deseja deixar a sua marca. Saiu de Luanda quando tinha 18 anos. Agora sente que tudo acontece de forma muito rápida. “Em 2010, eu posso dizer que era uma menina normal: não viajava tanto e passava mais tempo em Inglaterra. No Verão estava por Lisboa a trabalhar e em Dezembro é que ia passar o Natal com a família a Angola”, conta Sharam. Contudo, nos dias que correm as coisas mudaram. Embora grande parte da família continue a viver em Angola, a modelo vive actualmente em Nova Iorque num apartamento com mais modelos. Os vários trabalhos que vai fazendo pelas diferentes cidades tornaram-na numa cidadã do mundo. A passagem de Luanda para Leeds, no Norte de Inglaterra, foi um verdadeiro “choque térmico”, conta Sharam. “A minha língua materna é o português, eu tive que aprender inglês. A princípio eu quase que não falava, com vergonha, mas depois foi passando. Quando me mudei para Nova Iorque, em Janeiro deste ano, já não senti tanta diferença porque estava habituada ao sistema inglês.” Sharam encara esta sua profissão de forma muito séria. Embora esteja a dividir o seu tempo em metades iguais, a modelo aproveitou o facto de a sua licenciatura (em Leeds) precisar de um estágio para terminar o seu curso e, assim, consegue conciliar os estudos em Gestão e Produção de eventos e a moda. Costuma dizer que tem poucos mas muito bons amigos. E no mundo da moda as relações interpessoais...