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Cocó do bebé: o que é normal

O seu bebé fica três dias sem fazer cocó? Vê com frequência bocadinhos de comida? O rabinho fica assado muitas vezes? Entenda por que o ritmo intestinal varia de uma criança para outra e saiba o que os pediatras consideram normal.

Depois que de ser mãe, o cocó passou a ser assunto das conversas com o seu marido, com a sua mãe, com a sua sogra e até com amigos? O.K., não há nada de errado nisso. Aliás, observar as fezes das crianças é fundamental para saber como está a saúde do seu filho.

Não existem regras para determinar o que é normal – afinal, quando o assunto é cocó, cada criança comporta-se de uma maneira. Há muitos factores que determinam como o intestino do seu filho vai funcionar, quantas vezes ao dia sujará a fralda e qual será o aspecto das fezes. O mais importante é a chamada microbiota: o conjunto de microrganismos que habita o sistema digestivo.

Tudo começa no nascimento

Enquanto o feto está no útero, é praticamente estéril. A colonização do seu organismo começa no parto. Aqui acontece o primeiro divisor de águas: as crianças que nascem de parto normal terão um tipo de flora intestinal, diferente daquelas que nascem de cesariana. O parto vaginal é mais favorável para o bebé, mas não determinante.

A amamentação também tem papel fundamental neste processo. «A amamentação influencia o ritmo intestinal. A lactose presente no leite da mãe favorece a formação de uma flora adequada», explica o pediatra António Sousa.

Regular o sistema digestivo do bebé é um entre os muitos motivos pelos quais médicos recomendam a amamentação exclusiva até os 6 meses. As crianças que bebem leites de substituição geralmente têm o intestino mais ressecado – este é um dos motivos pelos quais as empresas da área estão a tentar fabricar produtos com mais prebióticos, que favorecem o funcionamento da microbiota.

Fonte: Sapo Crescer