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Dreads não são rastas!

É só olhar ao seu redor e vai ver alguém com dreads e, como profissionais é melhor esclarecer, o que cada um representa.

É muito comum as pessoas confundirem dreads e rastas. Gostaria de esclarecer o erro:

Dreads: Conhecido também como dreadlock é uma forma de se manter os cabelos em bolos cilíndricos de cabelo que aparentam “cordas”.

Ao contrário do que se pensa, os dreadlocks não nasceram com o movimento rastasfasri e com Bob Marley, o uso de dreads é tão antigo que se torna impossível datar corretamente quando começaram a ser utilizados.

Mas o que se sabe é que povos que habitavam a região da Etiópia foram provavelmente os primeiros a se utilizar dos dreads principalmente por uma questão de praticidade: os cabelos tornavam-se longos e era extremamente difícil corta-los, então, deixavam que se enrolassem e com o óleo natural do couro cabeludo torciam os cabelos para que conservassem uma forma cilíndrica, que diminuía o volume e tamanho do cabelo original.

Porém os dreadlocks tornaram-se famosos com o movimento rastafari.

Os rastafaris não cortam ou penteam os cabelos por motivos religiosos, baseando-se em citações bíblicas.

Rastafaris: O rastafarianismo, também conhecido como movimento rastafari ou Rastafar-I (rastafarai) é um movimento religioso que proclama Haeilê Selassiê I, imperador da Etiópia, como a representação terrena de Jah (Deus). Este termo advém de uma forma contraída de Jeová encontrada no Salmo 68:4 na versão da Bíblia do Rei James, e faz parte da Trindade sagrada o messias prometido. O termo rastafári tem sua origem em Ras (“príncipe” ou “cabeça”) Tafari (“da paz”) Makonnen, o nome de Hailê Selassiê antes de sua coroação.

O movimento surgiu na Jamaica entre a classe trabalhadora e camponeses afro-descendentes em meados dos anos 20, iniciado por uma interpretação da profecia bíblica em parte baseada pelo status de Selassiê como o único monarca africano de um país totalmente independente e seus títulos de Rei dos Reis, Senhor dos Senhores e Leão Conquistador da Tribo de Judah, que foram dados pela Igreha Ortoxa Etíope..

Se tornou conhecido mundialmente através do cantor Bob Marley.

Acho que ficou bem claro a diferença entre um e outro, o que costumo dizer é que; “Não se usa uma religião na cabeça!”.

Tenho inúmeros clientes que usam dreads e não são e nem pretendem ser seguidores do movimento Rastafári.

Se sentem livres para usar o que gostam e não se importam, se for o caso, de cortar os cabelos ao desistirem de ter seus dreads de cabelo natural. Os clientes que usam esse tipo de penteado são na maioria “modernos e descolados”. Gostam de desafios e costumam serem pessoas autênticas, com opiniões próprias, podemos dizer que é o cumulo da liberdade capilar!

Essa semana eu aprendi uma curiosidade sobre os dreads, e resolvi dividir essa informação com você. Sabia que a palavra “dreads”, provém de dreadful (terrível, desagradável), não vejo de forma negativa até porque creio que os dreads desagradam muita gente.

E que bom poder desagradar por esse motivo, usar o cabelo com se tem vontade e não se importar para as imposições da sociedade. Nem vale apena discutir… Melhor é deixa-los ainda mais lindo e aí vão as dicas:

Atualmente existem os dreads de lã, de cabelo sintético, de agulha de crochê e, quero destacar aqui que já trabalhamos com um “novo modelo” de dreads que chamamos de “fake dreads”, o sucesso do momento!

Mesmo o custo sendo maior, se comparado aos demais métodos, este dura cerca de 12 meses, desde que bem tratados, e tem aparência natural além do benefício de não danificar o cabelo, ao serem retirados. É moda, está nas passarelas e “por sorte” tem ajudado a diminuir o preconceito.

Escrito por: Chris Oliveira da Cia. das Tranças
Fonte: Mulher Negra e Cia.