Lar doce lar Dez11

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Lar doce lar

Transforme a sua casa num refúgio pleno de boas energias, ideal para relaxar e viver com saúde.

A nossa casa é o nosso porto de abrigo. O templo onde nos refugiamos depois de um difícil dia de trabalho. Saiba como ligar o seu corpo com o ambiente envolvente.

Muitos dos problemas que interferem com a saúde física, emocional e espiritual podem ter como origem a nossa casa ou o nosso local de trabalho, isto porque estamos sempre em contacto energético com o local onde estamos, sobretudo onde passamos a maior parte do tempo.

Existem ambientes doentes que estão carregados negativamente, poluídos ou com energia estagnada e acabam por contaminar a energia das pessoas que frequentam este local.

A contaminação eléctrica e electromagnética, os efeitos da radioactividade como as radiações do subsolo e do ar, os materiais tóxicos empregados no uso de construções, as formas arquitectónicas e a poluição sonora transmitem-nos ondas de energia nociva que nos afectam, alterando o nosso humor e a nossa disposição.

Por isso, é muito importante que se mantenha um cuidado especial na manutenção de um ambiente limpo e saudável. Precisamos de limpar e de purificar o espaço, de modo a trazer boas vibrações e a transferir todas as energias nocivas e estagnadas, possibilitando desta forma uma harmonia completa, assim como um fluxo de prosperidade e abundância contínua.

Harmonização de ambientes
Desde a antiguidade que o Homem se preocupa com o equilíbrio dos seus edifícios e das suas casas. A sua posição e orientação, a escolha dos materiais utilizados e o estudo das energias telúricas (energias que provêm do subsolo) sempre foram aspectos tidos em atenção.

A Geobiologia é a ciência que estuda a relação entre a Terra e o ser humano, analisando a influência directa que os ambientes exercem sobre a nossa saúde. É a disciplina que nos ajuda a compreender situações como a da Síndrome do Edifício Doente, uma condição médica descrita pela Organização Mundial de Saúde em 1983, segundo a qual indivíduos saudáveis adoeciam sem razão aparente, pelo simples facto de viverem ou trabalharem em determinados edifícios.

As energias telúricas podem afectar um determinado local, quer para o bem quer para o mal, e embora nos dias de hoje já haja aparelhos e ferramentas de diagnóstico que ajudam bastante o trabalho nesta área, nem sempre é fácil avaliar a qualidade da energia de um determinado lugar.

Sabia que…
Na antiga Roma eram utilizados rebanhos de carneiros que pastoreavam durante um ano inteiro em determinado local, período após o qual alguns deles eram sacrificados, sendo os seus órgãos internos estudados.

Caso não houvesse nenhuma anomalia, o local era aprovado para a construção de um novo edifício. Caso houvesse uma taxa alta de anomalias, o local era rejeitado e voltava a fazer-se a experiência noutra localização. Também noutros lugares do mundo, os povos nómadas montavam os seus acampamentos nos locais onde os seus cães se deitavam para descansar depois de vários dias de caminhada.

Vive numa casa “doente”? Quais os riscos que corre? 
Sabemos que muitas vezes as casas e os edifícios são projectados somente com a preocupação das necessidades básicas como comer, dormir, trabalhar, sem se ter em conta a interacção do espaço com o indivíduo.

Com as diversas preocupações típicas da sociedade em que vivemos, como o custo monetário da construção de um edifício, o seu valor no mercado, a lei da oferta e da procura, as propostas e/ou as ofertas de “facilitadores” de vida que utilizamos nos espaços, que vão desde um simples aquecedor a óleo, até um aparelho de ar condicionado ou um televisor, não estamos despertos para características bastante mais importantes, como a “saúde do nosso espaço”.

O nosso espaço deve ser encarado como uma terceira pele, depois da própria pele e da roupa que usamos. A casa, o espaço de trabalho ou qualquer outro que utilizemos têm também uma vida própria. Embora de uma forma invisível, o espaço respira, flui, e vive.

Sempre que o nosso espaço não vive em saúde, também nós podemos apresentar sintomas de stress, como fadiga, perda de memória, falta de concentração, enfraquecimento do sistema imunitário, doenças degenerativas e alergias, entre outros.

Nos dias de hoje, estamos também expostos a fontes de distúrbios dos campos magnéticos. Nas cidades temos imensas superfícies de betão ou de asfalto que nos isolam dos campos magnéticos terrestres; temos edifícios de betão armado, e sabemos hoje que as ausências de campos magnéticos naturais podem ser uma fonte de problemas (dores de ombros, costas e nuca, vertigens e insónias, enxaquecas, obstipação permanente e desequilíbrios do sistema nervoso).

Para além disso, temos as ondas electromagnéticas, as radiações e os ruídos que poluem as nossas casas. Tudo isto pode também contribuir para o desequilíbrio e consequente estado de doença.

Como criar uma casa saudável? 
Primeiro deve escolher e estudar bem um local para viver longe destes riscos (cabos de alta tensão, postos de transformação, antenas de telemóveis). Se não for possível mudar, pode colocar as camas em zonas menos expostas. Para além disso, deve reduzir ao máximo as fontes de radiação que tem dentro de casa (electrodomésticos, microondas, televisores, extensões eléctricas ligadas sem necessidade).

Deve também reforçar o seu sistema imunitário através de hábitos saudáveis, alimente-se bem, com qualidade, respeite os horários, aproxime-se da natureza, faça caminhadas na praia ou espaços verdes.

A qualidade do ar também é importante. Tenha o espaço arejado, ventilado, evite espaços com humidades e bolores, evite também os ambientes “queimados” pelos aparelhos de ar condicionado. Tenha plantas vivas dentro dos espaços, tenha dispositivos de água em movimento, para que possa ter um ambiente fresco e saudável.

Dentro do possível, utilize ao máximo materiais naturais, fibras como o algodão, o linho, a madeira, as argilas, a pedra e, de preferência, que respeitem as normas de extracção, de produção e de utilização, com responsabilidade quer social quer ecológica.

 

Dicas para uma casa saudável
Qualidade interna do ar
– Use plantas de interior
– Não fume nem permita que outros o façam
– Abra as janelas para renovação do ar
– Instale exaustores e/ou ventiladores
– Lareiras e aparelhos de ar condicionado devem ser limpos regularmente

Poluição electromagnética
– Mantenha os aparelhos eléctricos desligados da tomada quando não estão em uso
– Evite muitas horas em frente ao computador e, se possível, instale monitores LCD
– Troque as carpetes por pisos não sintéticos, para diminuir a electricidade estática
– Evite mobílias e outros materiais metálicos. Prefira materiais mais naturais e não metálicos

Qualidade de iluminação
– Utilize lâmpadas incandescentes ou, para economizar energia, utilize lâmpadas frias com espectro amarelo de emissão
– Sempre que possível, utilize e optimize a iluminação natural, criando espaços e aberturas para entrada da luz solar, directa ou indirecta

Materiais de construção
– Sempre que comprar ou renovar móveis, prefira os produtos naturais, se possível de madeira certificada
– Evite plástico e metais como materiais principais de mobília
– Escolha tintas que não possuam metais pesados e compostos orgânicos voláteis, e que não selem a parede, impedindo-a de “respirar”

Formas harmoniosas
– Construa a partir de formas regulares e orgânicas
– Evite formas irregulares
– Evite formas extremamente pontiagudas
– Não utilize telhados invertidos

Decoração equilibrada
– Abuse das plantas naturais na decoração
– Evite o uso de obras de arte abstractas, principalmente esculturas ou pinturas com formas pontiagudas
– Use a decoração como parte integrante do local e faça com que, para além de bonita, esta seja funcional

Código de cores
Vermelho
Use vermelhos apenas quando quiser incentivar uma dinâmica maior nalgum espaço.

Azul
Tons azuis, pelo contrário, tendem a acalmar um local. Utilize-os quando assim for necessário.

Amarelo
Os tons amarelos e terra estimulam a estabilidade, criatividade e a concentração.

Laranja
Os tons laranja estimulam o dinamismo. Carregam a vitalidade do vermelho e o equilíbrio do amarelo. Devem ser utilizados em áreas onde as actividades exijam muita atenção e respostas rápidas.

Verde
Os tons verdes favorecem o crescimento equilibrado e a manutenção dos ciclos. Na dúvida conte sempre com o verde.

Preto
Tons escuros e negros devem sempre ser evitados, a não ser para ambientes técnicos específicos.

Branco
O branco é um tom neutro, uma vez que é composto por todas as tonalidades. Assim, o ambiente utilizará aquela de que necessita. Na dúvida também pode sempre recorrer ao branco.

 

Fonte: Sapo Mulher Angola