Vaidade: Saiba se você está exagerando na dose Jul12

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Vaidade: Saiba se você está exagerando na dose

Pessoas que se preocupam demais com a aparência podem ser identificadas a partir de algumas atitudes. Saiba quais são!

Qual o limite entre a vaidade saudável e a preocupação exagerada com a aparência física? Segundo a psicóloga Sâmara Jorge, a vaidade pode apenas demonstrar preocupação com o próprio bem-estar. “Mas passa a ser um problema quando a pessoa sai em busca da perfeição física, em detrimento de outros aspectos e atributos”, explica.

Carlos Oscar Uebel, médico e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, diz que existem sinais clássicos de que a pessoa já passou ou está prestes a passar dos limites: “Há uma obsessão com a aparência ou com a busca pela semelhança com uma determinada artista ou amiga próxima.” A consultora de estilo Paola Elide conta já ter visto clientes assim. “A mulher excessivamente vaidosa compra todo tipo de roupa, sapato, cosmético, não sai da academia e do salão de beleza. Mesmo assim, nunca está feliz”.

Afinal, o que faz com que tantas mulheres busquem um corpo perfeito, chegando a colocar a vida em risco? “Algumas tentam compensar a baixa autoestima exagerando na vaidade. Só que esse tipo de atitude funciona apenas como paliativo. A pessoa entra em uma roda viva e nunca fica satisfeita”, afirma Sâmara. E será que há apenas um padrão de beleza? É claro que não. “Ser bela é algo subjetivo.

Quanto mais distante de sua natureza, mais longe também a mulher estará da beleza verdadeira, que é resultado da harmonia entre o interno e o externo,” diz Sâmara. Segundo a psicóloga, assim como a personagem Fiona, do filme Shrek, temos todas um pouco de princesas e um pouco de ogres. “Somente reconhecendo e assumindo quem verdadeiramente somos, podemos nos apropriar de nossas características, boas e ruins. Dessa forma, descobrimos como lidar com nossos pontos difíceis, transformando-os, por vezes, em aspectos criativos de nossa personalidade”, aconselha. A seguir, conheça algumas atitudes que podem ser indício de uma vaidade tamanho extralarge.

Obsessão com a aparência… eu???
Sabe aquelas pessoas que vivem perguntando: “Meu cabelo está bom assim?” “Essa roupa me deixa gorda?”. Ou que não podem ver um espelho que já param para se arrumar; não saem de casa sem maquilhagem e antes de dizer “oi” elogiam seu cabelo e perguntam onde cortou? Elas se encaixam no grupo das exageradas. Em geral, são artificiais no visual e superficiais nos desejos e comentários. Só tem olhos para o exterior e não cuidam do crescimento pessoal.

Perda da autocrítica
É a famosa “sem noção”: já exagerou no preenchimento, nas plásticas, está com a pele laranja de tanto bronzeamento artificial, só osso de tão magra, mas continua achando que precisa de mais. Quer esticar só mais um pouquinho a testa, colocar só mais um pouquinho de silicone no seio e perder mais três quilos. As amigas falam que ela está ótima, mas ela não se convence. Acaba ficando com uma aparência plastificada, às vezes até deformada. Perde as características da idade, da personalidade — e a verdadeira beleza.

Isolamento ou distanciamento social
Por viverem para alimentar sua obsessão com a aparência, em geral afastam-se dos amigos, da família e namoram pouco. Primeiro, porque não têm tempo para isso, segundo, nunca se sentem totalmente confortáveis com o seu corpo, sempre falta alguma coisa para estarem “perfeitas”. Quando engordam um pouco ou surge uma espinha no rosto, faltam ao trabalho, não vão à faculdade e se fecham em seu mundo. Acabam deprimidas e solitárias.

Consumo excessivo de roupas, sapatos, novidades da moda e acessórios
No armário dela já não há lugar para tanta coisa, mas ela precisa de calças, blusas, sapatos, bijoux. Sempre dá aos objetos uma importância maior do que eles têm e acha que só vai estar bem se vestir a calça tal ou determinado sapato. Deixa de sair se não tiver uma roupa nova e quer seguir estritamente o que está na moda, baseando-se em revistas especializadas para isso. Difícil ser amiga dela!

Busca desenfreada por tratamentos estéticos e cirurgias
A verdadeira “fominha”. Compra tudo o que aparece de novo contra rugas, celulite, estrias, flacidez, faz massagem, bronzeamento, gasta todo o salário na clínica de estética, no cabeleireiro e na academia. Em geral, já fez cirurgia plástica ou não vê a hora de se submeter à primeira. O problema é que nunca está satisfeita com os resultados.

Fonte: Revista Corpo a Corpo